Você já assistiu a Avatar? Se não, não leia este post. Vá assistir e depois volte aqui.
Bom, se você assistiu, gostou? O que achou dos efeitos 3D? Pouco importa, vou falar aqui é do roteiro.
O roteiro tem 3 críticas muito claras a como os seres humanos tratam a natureza e eles mesmos:
1 - Crítica à política de guerra (”We’ll strike terror with terror” - Não lembra G.W.B.?)
2 - Crítica à destruição da natureza por causa de dinheiro (”They’re just goddamn trees”)
3 - Crítica às pessoas que acham que a natureza não vai se vingar por causa disso
E o que isso tem a ver com São Paulo? Não tem guerra aqui. Mas teve, né? O filme faz clara referência à dominação de indígenas que tivemos na América. Ensinar a língua, trocar metais e pedras preciosas por objetos comuns, se não der certo matem, etc. Mas o ponto são as duas outras críticas.
Vocês estão cansados de saber da Nova Marginal Tietê. Que derrubou muitas árvores por causa do ‘progresso’. Não sou nenhum treehugger, mas isso definitivamente tem um impacto. Tudo está conectado, queira ou não, isso é ciência. As enchentes da marginal que vimos no fim do ano foram a ‘vingança’, a resposta ao desequilíbrio imposto pelo homem em nome do dinheiro. Sim, tem muito dinheiro envolvido aí. Bilhões. Acho que o digníssimo Sr. José Serra e seus assessores deveriam ver Avatar, é muito educativo.
Então, se você achou o roteiro meio clichê (a parte do cara que vive a vida deles e acaba virando um deles), pense nesses 3 pontos e reflita.
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